É difícil decretar o fim do grupo político de Allyson Bezerra. O ex-prefeito de Mossoró saiu da reeleição municipal de 2024, quando recebeu 113 mil votos, para uma derrota na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte.
O resultado impõe a Allyson o desafio de reorganizar suas forças políticas e entender por que o crescimento que vinha apresentando no início do ano não se traduziu em vitória estadual. A Operação Mederi, que atingiu sua gestão, entrou no cenário político e passou a representar um fator de desgaste, embora o peso eleitoral de cada acontecimento não possa ser medido isoladamente.
O futuro do grupo também passa pela sucessão municipal de 2028. Impedido de disputar novamente a Prefeitura, Allyson terá de administrar sua influência por meio de aliados, como a deputada estadual eleita e sua esposa Cynthia Bezerra e o prefeito Marcos Medeiros. Este último terá o desafio de construir identidade própria e demonstrar capacidade de mobilização popular sem depender exclusivamente do capital político do antecessor.
Enquanto isso, a direita bolsonarista tem em Cabo Deyvison um nome com espaço para ampliar sua atuação, e o PT mantém lideranças como Isolda Dantas e Larissa Rosado como possíveis candidatas a prefeitura.
A derrota não encerra automaticamente o ciclo de Allyson, mas muda as condições de sua atuação. O ex-prefeito precisará reconstruir alianças, preservar sua base e decidir qual posição ocupará no campo político potiguar.