O avanço das facções criminosas no Ceará colocou o governo do PT em uma situação vexatória e humilhante. Em Fortaleza, o Comando Vermelho passou a ditar regras que deveriam ser do Estado, divulgando “salves” nas redes sociais para impor trégua entre torcidas organizadas, sob ameaça de punições.
Enquanto confrontos entre torcidas do Ceará e do Fortaleza resultaram em mais de 350 detenções em um único fim de semana, a facção criminosa conseguiu o que o governo não foi capaz: interromper a violência por meio do medo. A interferência expõe a fragilidade da gestão do governador Elmano de Freitas, incapaz de conter a expansão do crime organizado.
Dados recentes indicam que facções já exercem hegemonia em diversas áreas da Região Metropolitana, escancarando a perda de controle do Estado. A suspensão de torcidas pelo Ministério Público e a ausência de reação firme do Executivo reforçam a imagem de um governo paralisado, que permite que bandidos ocupem o espaço do poder público.
O cenário transforma o Ceará em símbolo nacional do fracasso da política de segurança do PT, com a população refém do crime e as instituições desacreditadas.