A Operação Mederi, deflagrada na manhã desta terça-feira em Mossoró e outros seis municípios, ganhou ampla repercussão nacional, com destaque nos principais portais, jornais e telejornais do país. O principal foco das reportagens foi o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil).
Durante a ação, a Polícia Federal apreendeu um celular, um notebook e HDs do prefeito, que não foi alvo de condução coercitiva. Em vídeo divulgado após a operação, Allyson afirmou estar tranquilo, disse que está colaborando com as investigações e atribuiu a ação ao fato de liderar pesquisas para o Governo do Estado.
O caso teve destaque no Jornal Nacional, que exibiu reportagem sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo contratos de fornecimento de medicamentos. Segundo a matéria, contratos no valor de R$ 400 mil teriam sido parcialmente desviados para empresários, sócios de empresas e, conforme a investigação, para agentes políticos. As apurações também apontam irregularidades semelhantes identificadas pela Controladoria-Geral da União (CGU) em outros municípios.
Esta é a primeira vez que um prefeito de Mossoró em exercício é alvo de uma operação da Polícia Federal. Allyson Bezerra tem prazo até abril para deixar o cargo e disputar o Governo do Estado. O vice-prefeito Marcos Medeiros (PSD), que deverá assumir a Prefeitura, também foi alvo da operação. Ele atuou como secretário adjunto de Saúde em 2023, período em que, segundo as autoridades, tiveram início as investigações.
A Polícia Federal informou que o inquérito segue em andamento e que novas informações poderão ser divulgadas com o avanço das apurações.