Os municípios que mais recebem recursos de royalties do petróleo e gás no Rio Grande do Norte seguem apresentando desempenho vergonhoso em qualidade de vida. Os dados do Índice de Progresso Social Brasil (IPS Brasil) escancaram a disparidade entre arrecadação milionária e resultados sociais frágeis.
Líder no ranking de royalties, Grossos, administrado pela prefeita Cinthia Sonale (UB), recebeu mais de R$ 66 milhões em 2025, mas ocupa apenas a 101ª posição entre os 167 municípios do estado. O município apresenta índices desastrosos na educação, com baixos resultados em abandono e evasão no ensino fundamental e médio, além de alta reprovação escolar. Na infraestrutura urbana, a cidade tem pontuação negativa em praças e parques. A segurança também preocupa, com registros elevados de assassinatos de jovens e de mulheres.
Serra do Mel, que tem a frente o prefeito Kênio Azevedo (PP), aparece em segundo lugar em arrecadação, com mais de R$ 55 milhões recebidos em 2025, mas amarga a 163ª colocação no ranking do IPS Brasil. É o quinto pior desempenho do estado. As maiores deficiências estão em necessidades humanas básicas, educação fundamental e média, reprovação escolar, além de acesso à cultura, lazer e esporte. Água e saneamento básico também puxam o município para baixo, com esgotamento sanitário inadequado e falhas no abastecimento.
Felipe Guerra, sob o prefeito Salomão Gomes (PP), recebeu cerca de R$ 27 milhões em royalties e ocupa a 104ª posição no ranking estadual. O desempenho é fraco em necessidades humanas básicas, educação, expectativa de vida e segurança, com destaque negativo para assassinatos de jovens.
Tibau, da prefeita Lidianne Marques (União Brasil), que arrecadou mais de R$ 26 milhões em 2025, aparece apenas na 108ª colocação. O baixo desempenho é influenciado por problemas na educação, abastecimento de água, vulnerabilidade das famílias inscritas no Cadastro Único e falta de praças e parques urbanos.
Areia Branca, do prefeito Souza (União Brasil), também apresenta cenário semelhante. Mesmo com mais de R$ 11 milhões recebidos em royalties, ocupa a 118ª posição entre os municípios potiguares. Os indicadores são baixos em saúde, educação, oportunidades, inclusão social e segurança, com altos índices de assassinatos de jovens e mulheres.
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