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Inquérito das Fakenews é um buraco negro que vai engolindo tudo pela frente

Inquérito das Fakenews é um buraco negro que vai engolindo tudo pela frente


O Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fakenews, foi aberto em 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, e depois repassado ao ministro Alexandre de Moraes. A justificativa era apurar ataques à Corte e à democracia. Na prática, virou outra coisa.

São quase sete anos sem conclusão. Um inquérito amplo. Elástico. Que se expande conforme a conveniência. Críticos do tribunal, principalmente ligados ao bolsonarismo, passaram a ser alvos dentro da mesma investigação. Juristas chamam de aberração jurídica.

Parte da grande imprensa apoiou no começo. Tratou como necessário. Hoje, quando vê colegas e veículos na mira, já fala em excessos e abusos. O fato é simples. O inquérito não parece ter prazo para acabar. Virou instrumento de poder. Um buraco negro. Vai engolindo tudo que encontra pela frente.

Nesse buraco negro, o horizonte de eventos é assustador. Prisões, perseguições, Polícia Federal na porta às 5h da manhã, tornozeleira eletrônica, celulares apreendidos, difamação pública e carrreira profissional ou política arrasada. Nada escapa dessa força gravitacional de abuso de autoridade.