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Família Néo rebate Prefeitura de Mossoró sobre desapropriação de casarão histórico ao lado do Palácio da Resistência

Família Néo rebate Prefeitura de Mossoró sobre desapropriação de casarão histórico ao lado do Palácio da Resistência


A família Néo, proprietária do casarão ao lado do Palácio da Resisência, na Avenida Alberto Maranhão, emitiu nota criticando a forma como a Prefeitura de Mossoró tem conduzido o processo de desapropriação do imóvel. A casa foi inicialmente adquirida por Antônio Ferreira Néo, posteriormente transferida a seu filho, Dr. Leodécio Fernandes Néo, e, por fim, à viúva, professora Maria Luiza Pinheiro Néo.

De acordo com os familiares, a gestão municipal estaria impondo uma indenização considerada irrisória, muito abaixo do valor real de mercado. “De maneira autoritária, a gestão municipal apresentou um valor de indenização que corresponde a cinco vezes menos que o preço real de mercado, numa tentativa de se apropriar de um bem privado a um custo irrisório”, diz o documento.

A nota ainda lembra que o casarão já foi alvo de tratativas com órgãos públicos por mais de 15 anos, inclusive com a atual administração, mas sem que houvesse proposta concreta para aquisição dentro da legalidade. Agora, segundo a família, a Prefeitura teria retomado o interesse, porém em condições “claramente desvantajosas ao proprietário”.

Outro ponto levantado é o valor cultural e histórico do casarão. A família ressalta que o imóvel já foi incluído em processo de tombamento, ainda que a Prefeitura não tenha dado prosseguimento. Para os proprietários, a tentativa de desapropriação desvaloriza não apenas o patrimônio da família, mas também a memória de Mossoró. “O Casarão não é apenas um imóvel — é parte da identidade de Mossoró”, afirmam.

Ao encerrar a nota, a família reforça a crítica ao que considera uma postura autoritária e faz um alerta à população: “A preservação da memória da cidade não pode ser conduzida à base de imposições arbitrárias e de tentativas de desvalorização do patrimônio privado.”

Nota da família Néo na íntegra

A família proprietária do Casarão objeto da ação do município vem a público manifestar sua indignação diante da forma como a Prefeitura Municipal tem conduzido o processo de desapropriação do imóvel.

De maneira autoritária, a gestão municipal apresentou um valor de indenização que corresponde a cinco vezes menos que o preço real de mercado, numa tentativa de se apropriar de um bem privado a um custo irrisório.

É importante destacar que o imóvel vem sendo oferecido a órgãos públicos há mais de 15 anos, sempre com abertura ao diálogo, mas sem que houvesse interesse da Prefeitura em adquiri-lo dentro da legalidade e de forma justa. Importante ressaltar que, já na atual gestão, a família também tratou do assunto com a Prefeitura Municipal, sem que houvesse qualquer proposta formal. Agora, de forma repentina e impositiva, a municipalidade tenta consumar a desapropriação em condições claramente desvantajosas ao proprietário.

Outro ponto que não pode ser ignorado é que o Casarão já havia sido incluído em processo de tombamento histórico, juntamente com outras construções da cidade. Embora a Prefeitura não tenha dado seguimento, esse reconhecimento demonstra sua relevância cultural e valor simbólico, que deveriam ser respeitados e considerados.

Diante disso, a família não apenas critica a postura autoritária e desrespeitosa da Prefeitura, mas também alerta a sociedade mossoroense: a preservação da memória da cidade não pode ser conduzida à base de imposições arbitrárias e de tentativas de desvalorização do patrimônio privado.

O Casarão não é apenas um imóvel — é parte da identidade de Mossoró. Tratá-lo como uma mercadoria barata, ignorando seu valor real, é uma afronta não apenas à família proprietária, mas também à história de toda a cidade.

MARIA LUIZA PINHEIRO NÉO