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Encantado com as câmeras, Allyson descobre o modelo de controle social do Partido Comunista Chinês

Encantado com as câmeras, Allyson descobre o modelo de controle social do Partido Comunista Chinês


O prefeito de Mossoró Allyson Bezerra está na China. É a segunda vez que ele visita o gigante asiático apenas neste ano. Nos stories, postou vídeos admirando as avenidas de Pequim e, especialmente, a quantidade de câmeras espalhadas por todos os lados. Segundo o prefeito, trata-se de um exemplo de segurança pública. Calma, prefeito. Não é bem assim.

A multiplicação de câmeras nas cidades chinesas não é apenas um mecanismo de proteção ou de monitoramento do trânsito. É, antes de tudo, uma ferramenta de vigilância social. O Partido Comunista Chinês (PCC) transformou a tecnologia em instrumento de controle. Na China, o Estado vê tudo, sabe tudo e decide o que pode, e o que não pode, ser feito.

Por lá, quase nada escapa do olhar do governo. Se o cidadão vai à farmácia comprar um Cibazol, o sistema sabe. Se atravessa fora da faixa, o reconhecimento facial o identifica instantaneamente. A vida do cidadão chinês é medida e avaliada por algoritmos. O regime chama isso de segurança. O mundo chama de vigilância.

A China não é uma democracia; é um regime autoritário que aprendeu a usar a tecnologia para disciplinar a sociedade. A moeda em espécie praticamente desapareceu. Tudo, do café da manhã à passagem de metrô, é pago pelo aplicativo WeChat, que reúne mensagens, pagamentos, reservas e compras. Conveniente, sim, mas também totalmente rastreável.

As redes sociais são todas controladas pelo governo. O TikTok, orgulho chinês exportado para o mundo, é proibido dentro do próprio país. Lá existe uma versão controlada pelo governo, com conteúdo “educativo” e rigidamente supervisionado.

O prefeito se encanta com as câmeras de Pequim, mas é bom lembrar: o que brilha nos postes da China não é segurança, é vigilância. E esse tipo de controle social não é o que uma democracia deve desejar importar.