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Cortes no governo Dilma resultaram em perda de patente internacional de tecnologia promissora para lesões medulares

Cortes no governo Dilma resultaram em perda de patente internacional de tecnologia promissora para lesões medulares


A bióloga Tatiana Coelho de Sampaio, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirmou que o Brasil perdeu a proteção internacional da patente da polilaminina entre 2014 e 2016 por falta de recursos para custear as taxas no exterior.

Segundo a cientista, cortes orçamentários na universidade impediram o pagamento da manutenção da patente fora do país, levando ao abandono do registro internacional. A patente nacional foi mantida, inclusive com apoio financeiro pessoal da pesquisadora, mas a extensão para outros países expirou por falta de financiamento.

Os documentos da EPO e do USPTO provam que os prazos finais para manutenção e resposta ocorreram entre 2014 e início de 2015, período em que o MEC e o MCTI já enfrentavam contingenciamentos severos.

Em 2014, a UFRJ deixou de receber R$ 70 milhões previstos. Em 2015, o déficit das universidades federais somava R$ 400 milhões devido ao contingenciamento do governo federal. No início de 2015, houve um corte de R$ 9 bilhões no MEC.

Com a perda da proteção internacional, instituições e empresas estrangeiras podem desenvolver a tecnologia sem pagar direitos à autora, reduzindo a competitividade global da descoberta brasileira.

A polilaminina, derivada da proteína laminina, é considerada promissora em pesquisas de regeneração neural e recuperação de lesões na medula espinhal. Tatiana alerta que a falta de investimento em ciência e tecnologia compromete a capacidade do país de transformar pesquisas em inovação protegida no mercado internacional.