O que era para ser desfile virou palanque. A escola Acadêmicos do Niterói que decidiu transformar a Carnaval do Rio de Janeiro em ato político e lacração, exaltando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ridicularizando conservadores e cristãos com fantasias em forma de “lata de conserva”, acabou pagando caro e foi rebaixada.
A aposta em militância ideológica, com uso de recursos públicos, não convenceu os jurados na Marquês de Sapucaí. O resultado foi um tombo histórico e um prejuízo grande, financeiro e de imagem.
Quem fez carnaval de verdade foi a Unidos do Viradouro, que conquistou o título e levantou a avenida com espetáculo, técnica e enredo consistente.
Na avenida, lacração não substitui quesito. E o público mostrou que nem tudo se resolve com discurso político em cima do samba.
Acho é pouco.