A revolta se espalha entre os profissionais de saúde do Estado, que foram aprovados no concurso de 2018 e aguardam convocação para assumirem seus cargos. A revolta aumentou após a notícia de que o Secretário Estadual de Administração, Pedro Lopes, suspendeu todas as negociações relativas a reajustes salariais, realização de concursos e convocação de novos servidores.
A alegação, segundo o secretário, é a queda na arrecadação do Fundo de Participação dos Estados (FPE), pelo Governo Federal e a espera pela aprovação do reajuste do ICMS em 20%, que está em tramitação na Assembleia Legislativa. O Governo deixou claro: as negociações só serão retomadas após a proposta ser aprovada na ALRN.
Os aprovados acusam o governo de desrespeitar um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) com o Tribunal de Contas do Estado para melhorar o efetivo com os profissionais de saúde aprovados no concurso. São enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais, fonoaudiólogos e outros, que vivem momento de frustração.
A reclamação é ainda maior devido à manutenção de mais de 1.000 contratos temporários no setor de saúde desde 2020, época da pandemia. Esses contratos foram renovados até 2024.
A decisão do Secretário de suspender as negociações salariais e nomeações de concursados afeta não apenas os profissionais de saúde, mas diversas categorias do funcionalismo público. Profissionais da segurança pública, por exemplo, também cobram aumentos salariais, atualização da Lei de Promoções para novos policiais que ingressaram entre 2020, bem como para os Bombeiros que ingressaram na corporação a partir de 2018.
DETRAN
Outra categoria que também se rebelou contra a gestão Fátima Bezerra é a do Detran. Eles realizam na próxima semana uma assembleia geral extraordinária para tratar de um indicativo de paralisação, dentre outros pontos. A categoria luta por reposição salarial e concurso público, dentre outras reivindicações.