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Política

Abertura da Ficro é politizada e dá início a corrida eleitoral em Mossoró

Abertura da Ficro é politizada e dá início a corrida eleitoral em Mossoró

O que deveria ser uma solenidade de abertura de uma das maiores feiras do Estado, a Ficro 2023 (Feira Industrial e Comercial da Região Oeste), em Mossoró, se transformou em um termômetro eleitoral com vistas para as eleições municipais de 2024. Apoiadores e críticos da gestão do prefeito Allyson Bezerra (União) guerrearam com gritos, aplausos e vaias.

Com presença de várias autoridades, incluindo o senador Rogério Marinho e o deputado cearense Carmelo Neto, o evento se transformou em uma polarização política durante a fala do prefeito. Guardas Municipais protestavam contra o prefeito enquanto a militância o exaltava. O pronunciamento do chefe do executivo quase não teve início com o enfrentamento dos dois grupos que elevavam o tom a cada momento.

Ânimos inflados dos dois lados, o prefeito destacou ações de seu mandato, anunciou obras e planos de carreiras para os servidores. Enquanto o prefeito falava, os guardas usavam apitos e gritavam palavras de ordem contra o gestor. Do outro lado, os apoiadores defendiam e aplaudiam seu discurso.

Quem aproveitou o momento foi a deputada Isolda Dantas (PT), que se dirigiu aos guardas demonstrando (falsa) simpatia com a pauta de reivindicação da categoria. O momento para a parlamentar era o cenário ideal para se tirar proveito político. Isolda deve ser o nome indicado pelo PT para a disputa municipal em 2024.

Porém, para quem estava de fora, como espectador sem comprar a briga de um dos lados, a cena de disputa de gritos e vaias se tornou algo ridícula, principalmente pela importância da feira e o montante de investimentos que a cidade vai receber durante os quatro dias de exposição. O momento não era político, e sim comercial e empresarial. Na guerra dos gritos, nenhum dos lados saiu ganhando. A Ficro que saiu perdendo.